segunda-feira, 6 de maio de 2013

O corpo é o novo mouse



     1 - Interação com máquinas mudou radicalmente

 
Startups criam formas de transformar o corpo humano em interface para máquinas, expandindo nossos sentidos e acelerando a evolução Novos dispositivos geram novos métodos de interação. 
Nos anos 1980, o trio formado por teclado, mouse e monitor determinou a definição do computador pessoal. Mais recentemente, com as criações do Nintendo Wii e do Kinect, levamos para nossa sala um tipo de interface que não apenas nos sente como também nos enxerga. Agora, com a chegada do Samsung Galaxy S4, smartphone que recebe comandos de acordo com o olhar dos usuários, podemos observar mudanças que nos fazem realmente entender o que é uma interface natural com o usuário.
O próximo desafio a ser encarado tanto pelas grandes empresas quanto pelos hackers das startups é fazer o usuá-rio vestir o celular. Essas formas mais intuitivas de enviar comandos a computadores e gadgets têm começado a aparecer, mostrando que as fontes para captação de informação do ambiente e do usuário são praticamente inesgotáveis. A seguir, alguns exemplos. 
>>> SINAIS ELÉTRICOS A pulseira Myo (getmyo.com) tem sensores que captam sinais elétricos dos músculos e possibilitam a realização de atividades a distância, como atender o celular sem tirá-lo do bolso, interagir com a TV ou controlar um aeromodelo apenas com gestos e movimentos da mão e do braço. É como se fosse um Kinect fora do videogame.  >>> MOUSE 3D Preso ao dedo indicador do usuário, o Mycestro (mycestro.com) digitaliza os movimentos da mão com precisão submilimétrica e, por meio de conexão Bluetooth, comanda o posicionamento do cursor e os cliques nos programas. Dessa forma, é possível controlar programas e jogos com gestos dos dedos e dos pulsos. Para clicar em um ícone, por exemplo, basta ao usuário posicionar o cursor com o movimento da mão e encostar a ponta do dedo indicador no polegar. 
>>> VISÃO DIGITAL Um sistema chamado BrainPort V100 (wicab.com) usa uma câmera para transformar as imagens em pequenos estímulos elétricos. Dessa forma, deficientes visuais vão poder usar uma placa sobre a língua e, por meio de sinais transmitidos por 400 eletrodos, vão ter a sensação de saber a forma, o tamanho, a localização e o movimento dos diferentes objetos presentes no ambiente.
>>> TABLET COM PESCOÇO Simples e criativo, o suporte Kubi melhora a experiência do uso de tablets em teleconferências. O aparelho é controlado a distância e pode mover o gadget do interlocutor para os lados, para focalizar as pessoas da conversa. Um vídeo do aparelho (abr.io/kubi) mostra a cena de um pai conversando com a filha bebê que anda de um lado para o outro. Com o Kubi, o tablet segue seus movimentos.
Nascemos com os sentidos que a evolução determinou para a espécie. Enxergamos, sentimos e ouvimos para interpretar e dar sentido ao mundo por meio de processos neurais. As máquinas começam a fazer o mesmo, mas pelo caminho inverso. Nascidas como processadores, hoje participam de um mundo coberto por uma rede invisível de comunicação. Nos enxergam, nos sentem e nos ouvem e, a cada salto geracional, chegam mais perto de nossa pele, dos sinais elétricos dos nervos e dos processos químicos do cérebro. A cada geração, as máquinas se aproximam e aceleram nossa própria evolução.
Glaucia Trindade – Unip Nazaré-Turma I

2 comentários:

  1. bastante,interessante esse artigo,onde podemos ver os avanços tecnológicos

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  2. muito legal essa postagem, mostra avanços extraordinário nos dispositivos de e/s

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